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13/10/2026 18:10
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Vídeo: Cataratas do Iguaçu têm maior vazão do ano, volume oito vezes superior à média

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As Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR), registraram na segunda-feira (12) a vazão de 11,8 milhões de litros por segundo - volume oito vezes superior à média, que é de 1,5 milhão por segundo. Por causa disso, a passarela que leva os visitantes perto das quedas d’água está interditada temporariamente.

Veja o vídeo:

​ O nível considerado seguro de retorno fica entre 7,5 e 8 milhões de litros por segundo, dependendo ainda de avaliação de equipe técnica.

No domingo (11) a vazão do Rio Iguaçu atingiu 8,8 milhões de litros de água por segundo, quase seis vezes acima da média histórica.

As Cataratas do Iguaçu estão situadas entre a cidade brasileira de Foz do Iguaçu e a argentina Puerto Iguazú. A concessionária estima que quase 50% da economia de Foz do Iguaçu esteja relacionada ao turismo e à visitação na unidade de conservação.

Acesso fechado
As autoridades fecharam, na segunda-feira (12), o acesso turístico às Cataratas do Iguaçu, no nordeste da Argentina, devido à cheia do rio de mesmo nome, enquanto foram emitidos alertas para o aumento do nível dos rios Paraná e Uruguai em razão das chuvas previstas com o fenômeno El Niño.

A administração do Parque Nacional do Iguaçu e a empresa concessionária do passeio restringiram o acesso às áreas turísticas das cataratas, localizadas na província de Misiones, depois que a vazão do rio superou os 12.000 metros cúbicos por segundo, mais de seis vezes sua média.

"Fica estabelecida a restrição temporária da circulação de pessoas e do acesso às áreas de uso público", informou o Parque Nacional do Iguaçu nesta segunda-feira, sem indicar quando será reaberto.

O administrador do parque, José María Hervás, disse que o fechamento ocorreu de forma preventiva porque "não para de chover" e a vazão liberada pelas barragens na parte superior do rio Iguaçu não diminui.

O parque já havia sido fechado devido a cheias em 2023 e 2024, durante outro episódio do fenômeno El Niño, que destruiu passarelas na área turística da Garganta do Diabo.

Em agosto, as autoridades do parque fecharam essa parte do circuito e retiraram passarelas de forma preventiva, à espera de um fenômeno meteorológico semelhante ou até mais intenso do que o registrado na época.

Meteorologistas de todo o mundo advertiram que o atual fenômeno El Niño pode se tornar o mais forte já observado.

O El Niño eleva as temperaturas no Pacífico tropical, provocando alterações climáticas que podem aumentar o risco de secas e inundações e agravar o aquecimento global.

O Serviço Meteorológico Nacional (SMN) argentino informou que, até setembro, a região do litoral argentino vinha registrando chuvas excessivas "semelhantes à média dos episódios fortes de El Niño".

O SMN advertiu que "no início, os excessos são relativamente pequenos, mas, à medida que o ano avança, aumentam, especialmente durante o verão e o outono" do hemisfério sul, já em 2027.

Paralelamente, a entidade binacional responsável pela usina hidrelétrica de Yacyretá, na fronteira entre Argentina e Paraguai, informou nesta segunda-feira que a vazão do rio Paraná superou as médias históricas em 37% em setembro e 40% no acumulado de outubro.

A cheia do rio Uruguai, outra bacia hidrográfica importante do litoral argentino, obrigou a retirada de dezenas de pessoas de áreas costeiras de Concordia, na província de Entre Ríos, e Paso de los Libres, em Corrientes, segundo comunicados municipais divulgados na segunda-feira pela imprensa local.
Fonte: Otempo

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