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01/11/2026 09:43
Internacional

EUA não descartam novas acusações contra autoridades da Venezuela

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Um alto funcionário dos Estados Unidos indicou que o governo Trump não descarta futuras acusações contra autoridades venezuelanas após a captura de Nicolás Maduro, mas alertou que essas autoridades deveriam cooperar.

A acusação dos EUA contra Maduro e sua esposa, que foram capturados no sábado (3), também incluiu mais quatro pessoas. Entre elas, o filho de Maduro e o chefe da gangue Tren de Aragua, que permanecem na Venezuela.

“Pode haver indivíduos fugitivos da justiça americana que poderiam fazer parte da conversa futura”, disse o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, ao âncora Jake Tapper da CNN nesta segunda-feira (5).

“Para aqueles que podem ser acusados, a melhor decisão que podem tomar é fazer parte de um processo construtivo de tomada de decisão para o futuro da Venezuela”, disse ele.

Ele acrescentou: “A melhor decisão que podem tomar é cooperar total e completamente com os Estados Unidos para fazer parte da construção de um futuro melhor para a Venezuela durante este período provisório”.
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Entenda as acusações contra Nicolás Maduro

As acusações na denúncia revelada no sábado (3) são as mesmas quatro da denúncia anterior feita em Nova York, em 2020: narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração.

De toda forma, os réus listados em cada caso são ligeiramente diferentes — principalmente com a inclusão da esposa e do filho de Maduro.

Na nova denúncia, o governo Trump afirmou que Maduro e seus aliados transformaram as instituições venezuelanas em um foco de corrupção alimentada pelo narcotráfico para benefício próprio.

Essa corrupção “enriquece os bolsos de autoridades venezuelanas e suas famílias, ao mesmo tempo que beneficia narcoterroristas violentos que operam impunemente em solo venezuelano e que ajudam a produzir, proteger e transportar toneladas de cocaína para os Estados Unidos”, afirma o documento.

O documento de 25 páginas detalha um suposto complô de Maduro, sua esposa Cilia Flores, seu filho Nicolás Maduro Guerra, dois funcionários do regime venezuelano e um líder do Tren de Aragua -- uma gangue venezuelana que o governo Trump classificou como organização terrorista estrangeira.

Fonte: CNN

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